

"Uma leitura no bosque", para grande orquestra
Estreia: 30/Abril 2025 | Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, José Soares (regente), Sala Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
Inspirada pela pintura “A peaceful read”, de George Kilburne, “Uma leitura no bosque” descreve a cena de uma moça jovem lendo um livro em um bosque. Nós a acompanhamos na leitura, e os diferentes contos trazem à tona ambientes sonoros diferentes. Porém, barulhos da floresta podem às vezes interromper a leitura. A linha que divide o que é real do que está no livro começa a ficar mais difícil d eperceber enquanto a leitura acontece.
A peça é dividida em seis cenas: I. Chegando ao bosque; II. Conto I: um triste romance; III. Conto II: um herói; IV. Conto III: campos floridos em um dia quente de verão; V. Um diário de dentro para fora; VI. Um entardecer flamejante e voltando para casa.
Assista aqui: https://www.youtube.com/live/D27DDh3FNrA?si=mFwnJ0IEq7Edkafc&t=2255
"Do canto triste de um pássaro urbano", para orquestra de cordas
Estreia: 04/Outubro 2025 | São Paulo Chamber Soloists, Teatro Cultura Artística, São Paulo Brasil
Inspirada pelo contraste entre a doçura do canto dos pássaros e o barulho urbano, “Do canto triste de um pássaro urbano” visa tratar o tema da vida de um pássaro vivendo numa grande metrópole, mas não de maneira tão literal a ponto de tentar emular literalmente cantos de pássaros, mas sim de maneira mais simbólica no que diz respeito ao contraste entre a doçura e inocência e a cacofonia e densidade urbanas. Algumas sonoridades, porém, evidentemente tentam lembrar a de um passarinho.
Consiste em três cenas conjugadas: I. Um nascimento conturbado; II. Canto e vôo; III. Morte abrupta e de canto desesperançado. Na segunda cena temos o clímax da peça, em que o passarinho arrisca um vôo bastante torto e irônico, que parece momentâneamente levá-lo a um ambiente tranquilo, que logo se dissolve. Terminamos de maneira bastante irônica e triste, com uma morte abrupta e desesperançada do passarinho na terceira cena.
Assim, a peça não visa ser imediatamente prazerosa aos ouvidos em boa parte de sua duração, e constantemente nos vemos em meio a ambientes sonoros bastante densos, dissonantes e confusos, tais quais os sons urbanos, dos quais uma ou outra melodia mais doce surge e desaparece.
Assista a excertos aqui: https://www.youtube.com/watch?v=2e2MQVAJZVA

Quatro diurnos "Impressões coloridas do dia urbano" III. A luminosidade calma de campos tranquilos, para violão, violino, trio de cordas e contrabaixo
Estreia: 05/Março 2026 | Quinteto da Orquestra de Cordas da Ilha (OCI), Marcos Pablo Dalmácio (violão), Teatro Álvaro de Carvalho, Florianópolis, Brasil
A peça "Quatro diurnos 'Impressões coloridas do dia urbano'", em contraste com os tradicionais noturnos tão comumente encontrados no repertório erudito, retrata em som o dia em ambientes urbanos, em quatro movimentos. É escrita para violão clássico, violino, trio de cordas e contrabaixo.
Em contraste com a grande quantidade de cores e informações no primeiro e segundo movimentos, o terceiro movimento, intitulado "A luminosidade calma de campos tranquilos", carrega maior clareza sonora e tranquilidade, representando um momento de calma relativa em um campo próximo da cidade, mas que ainda apresenta por vezes seu eco sonoro, bem como reflexões emocionais do contemplador presente no campo. O terceiro movimento foi escrito no início de 2026. Os dois primeiros movimentos, "Passeios coloridos ao sol" e "Encontros no parque pela manhã", foram escritos no final de 2025. O quarto movimento ainda não foi escrito.
Assista excertos aqui: https://www.youtube.com/watch?v=LFy_S8mo4fM

"Noturno para orquestra 'Sobre uma criatura misteriosa'", para grande orquestra
Estreia: 30/Outubro 2024 | Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, José Soares (regente), Sala Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
“Noturno para orquestra ‘Sobre uma criatura misteriosa’” é uma peça brincalhona, leve e divertida que conta uma história que se passa em uma floresta fantástica durante a noite. Através do uso de orquestrações engraçadas, a peça conta a história de uma criatura misteriosa que está fadada a acordar depois de muito tempo, e tudo que ela quer fazer é dançar e se divertir. Os outros animais, porém, querem apenas dormir e não querem saber dessas brincadeiras. Após algumas cenas iniciais, tais como o sol descendo no horizonte a os animais correndo atrapalhados para suas casas, a lua ascende no céu o corne inglês anuncia o despertar da criatura. Depois de muito barulho e dança, um pássarinho irritado (depois de uma primeira tentativa falha de diálogo), decide que a algazarra já foi suciente, e convence os outros animais a organizar uma festa para enlouquecer a criatura a fazê-la ir dormir mais cedo. A peça termina com o nascer do sol.
Assista aqui: https://www.youtube.com/live/Y8FPsF-lg8o?si=7ViRffxjitMMBfJ2&t=2375